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Nem tanto ao mar
nem tanto à terra


Caio Dipow, especial para o FutebolPR

A Série B começou com uma vitória e uma derrota dos paranaenses. Ganhou o Paraná Clube, perdeu o Coritiba. Os especialistas de plantão apostavam no contrário: que o Coxa poderia surpreender o Náutico, no Recife, ou, pelo menos, trazer um empate. Por outro lado, imaginava-se que o Tricolor teria dificuldades para conter o Ipatinga – vice-campeão mineiro.

Talvez a pergunta seja: onde um errou, onde o outro acertou? Acertou o Paraná Clube ao se impor em casa. Com 10min já vencia por 1 x 0 e, ao abrir o placar logo no início do jogo, desbravou o caminho para construir uma vitória tranquila. Ironicamente, todo o noticiário da semana, envolvendo o Tricolor numa crise, também ajudou. O Ipatinga pode ter entendido que pegaria um adversário fragilizado.

No entanto, o que se viu foi o Paraná vestindo a camisa da Série B e encarnando o espírito da competição. O time não desistiu de nenhuma jogada e soube, inclusive, usar o mau gramado a seu favor. Os jogadores aprenderam a atuar na Vila Capanema, com todas as suas adversidades – entre elas, campo ruim e arquibancadas vazias. Já o Ipatinga matou a bola na canela o tempo todo.

Quanto ao Coritiba, o sugestionamento de que a equipe entrava na disputa como uma das favoritas pode ter deixado o time muito com “sangue doce”. Na Série B pode tudo, menos “sangue doce”. Outro problema, e que o técnico Ney Franco já sinalizou que vai rever, é a ideia de jogar para cima, seja como mandante, seja como visitante.

Diante do Náutico, o Coxa fez um jogo parelho durante boa parte do 1.º tempo, mas tomou um gol no final da etapa. No 2.º tempo, sofreu o segundo gol, mas continuou atuando de igual para igual. Tanto que foi buscar o 2 x 1, mas sequer teve tempo de se preparar para perseguir o empate. Na saída de bola do Náutico, foi surpreendido com o 3 x 1. Daí, a reação foi para o brejo.

Inverteram-se os cenários, mas é preciso ir com calma. Nem tanto ao mar nem tanto à terra. Faltam 37 rodadas e o Coritiba ainda desponta com um elenco com mais recursos do que o do Paraná Clube. Basta citar Marcos Paulo – o melhor do time no Recife. No entanto, o Coxa precisa encarnar o espírito de Série B e ser menos arte. A fórmula da disputa, nesta primeira rodada, foi melhor entendida pelo Tricolor.

2 Espinafrar:

Anderson Belem disse...

"campo ruim e arquibancadas vazias. "

HUAHUAHUAHUAHUAHUAHAU
ão ão ão fusão é a solução!!!

UHAUHAHUAHUAHUAHUAHAUAHUHAUHAUHAUAHU
chorei!!!

Paulo Renato disse...

Aconteceu o seguinte: os jogadores do Coritiba se consideraram os favoritos, entraram de salto alto, dando toquezinhos, querendo esbanjar classe e tal. Já os jogadores do Paraná Clube entraram em campo para disputar um jogo de segunda divisão, com raça, com vontade. Essa foi a diferença. Sem contar que o Coxa não tem zaga, uma vez que Jéci & Cia. e nada é a mesma coisa.

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