Dois times disputam a maior presença no G4 da Série B: Coritiba e Figueirense. As duas equipes completaram nesta terça-feira 16 rodadas no grupo de acesso à Primeira Divisão. O Coxa igualou os catarinenses, que ao perderem para o Náutico (1 x 0) saíram do G4.
O Coritiba estreou no G4 na 7.ª rodada, quando foi 3.º lugar. Daí, saiu no 8.º giro e voltou no 9.º, quando engatou uma série de 15 rodadas no G4 – seis delas na liderança. Já o Figueirense fez parte do G4 na 2.ª rodada, saiu entre a 3.ª e a 7.ª e voltou na 8.ª para engatar uma série de 15 rodadas na zona de acesso – seis delas na liderança.
Os dois também são os times que mais tempo ficaram na liderança da Série B. Isso sinaliza que são candidatíssimos para subir, mas é preciso estar atento. Bahia, América-MG, Ponte Preta e Sport Recife estão aí para atrapalhar esse favoritismo. Salvo essas equipes, qualquer uma que surgir no G4, a partir de agora, será “zebra”.
Inclua-se aí o Paraná Clube, que segue com chances de acesso, mas dependendo de uma campanha igual ao do Vila Nova-GO para materializar essa milagrosa possibilidade matemática.
No programa Arena SporTV desta terça-feira, fez-se um balanço financeiro dos clubes. Sobre o trio de ferro, números interessantes, segundo levantamento da auditoria Crowe Horwath RCS, baseado em dados fiscais de 2009. Confira:
Faturamento anual Atlético: R$ 63,091 milhões Coritiba: R$ 41,385 milhões Paraná: R$ 16,173 milhões
Dívidas Coritiba: R$ 49,146 milhões Paraná: R$ 29,004 milhões Atlético: R$ 1,322 milhões
Gastos com futebol Atlético: R$ 37,764 milhões Coritiba: R$ 35,821 milhões Paraná: R$ 15,375 milhões
Em Campeonato Brasileiro, o Internacional é o único clube que tem vantagem estatística sobre o Atlético na Arena da Baixada. Em 10 partidas, o Colorado venceu cinco, empatou uma e perdeu quatro. Foi também o primeiro clube a carimbar o estádio rubro-negro. Em 25 de agosto de 1999, venceu o Furacão por 2 x 1, com gols de Celso e Claiton - o Predador -, hoje no elenco atleticano.
Portanto, o Internacional, que enfrenta o Atlético nesta quarta-feira, às 22h, é o maior teste do Rubro-negro em sua trajetória para conseguir chegar no grupo da Libertadores. Se vencer o Colorado, o Furacão credencia-se de vez para entrar no G4. Para isso, terá de superar o trauma dos gaúchos, que são uma espécie de carrasco atleticano desde a inauguração da Arena da Baixada, em 1999.
Que golaço sábado, hein? O mérito é do Rafinha, que me deu o passe. O atacante não pode se apavorar. Fui feliz e mais ainda de fazer o gol do lado que o torcedor não para de cantar. Fiquei feliz de participar desse momento.
Por falar em Rafinha, você, ele e o Léo Gago parecem formar um trio que há tempos joga junto? Tem coisas no futebol que são engraçadas. A gente se entrosou no primeiro treino. Parece que sempre jogamos juntos. Acho que isso é fruto de que estamos felizes jogando no Coritiba. Quando a gente joga feliz, o entrosamento vem rápido.
Você atuou pela 1.ª vez diante da torcida maciça do Coxa. O que achou? Fiquei impressionado. Há muito tempo não jogava diante de um público daquele. É um momento marcante na minha carreira depois do que passei.
Neste ritmo, o Coritiba sobe? Cheguei há dez dias e já tive a noção do que é o Coritiba, sua torcida, sua força. Pela reestruturação que o clube passa, o projeto tem tudo para continuar bem e em novembro chegar na Série A.
O que o leva a crer que você vai brilhar no Coritiba? Tenho a cara deste projeto novo do Coritiba.
O técnico Antônio Lopes deixou o Avaí. O ano não tem sido bom para o “Delegado”, que no início da temporada já havia sido demitido do Atlético. Ao sair do clube catarinense, Lopes deixou uma carta. O treinador será substituído por Edson dos Santos, o Neguinho, que ganha a sua grande chance para ser firmar como técnico. Confira:
"Hoje, dia 20/9 , fui comunicado de que estava demitido do comando técnico do Avai. Vou fazer um desabafo que talvez nem seja correto neste momento, mas é meu sentimento. Até para defender a classe dos treinadores acho importante dizer o que vou dizer neste momento. Se critica muito quando o treinador deixa um clube e vai para outro por uma proposta melhor de trabalho. Será que é correto ? Devo dizer que durante o período em que trabalhei no Avai tive duas propostas de trabalho concretas. Não quis sair pois acreditava no projeto do clube. E agora fui demitido, mas vida que segue...
Quando aqui cheguei o time estava distante dois pontos da zona de rebaixamento. A preocupação era muito grande com esta situação e hoje estou saindo deixando a equipe a quatro pontos desta zona.Então conseguimos nos afastar um pouco mais desta incômoda posição e tivemos ainda uma classificação histórica e inédita para a fase internacional de uma competição sulamericana, eliminando a fantástica equipe do Santos, fato este que ninguém esperava e nem acreditava.
Logicamente que se criou uma expectativa exagerada pois tivemos atuações exaltadas por todo o país, vencendo equipes como São Paulo, Santos, Palmeiras e Corinthians, entre outras. Mas apesar da euforia exagerada de algumas pessoas do clube, sempre mantive o discurso de que o objetivo era sair da zona de rebaixamento. Sabia que a realidade era essa , pois o nosso clube tem a folha mais barata dos 20 clubes da série A (segundo pesquisa recente de um órgão da imprensa).Tenho muito tempo de experiência e sei que o elenco pesa bastante nesse campeonato tão longo e equilibrado. Daí começamos a perder peças importantíssimas por vários jogos como Roberto, Caio, Vandinho, Davi, Válber, Robinho e tivemos uma queda na competição.
Mas agora este pessoal está todo voltando, inclusive o Roberto ( que já deve atuar no próximo domingo ) e tenho certeza que iríamos crescer novamente no campeonato. O planejamento está todo sendo bem feito e recuperamos atletas como o Marcelinho que muitos no clube já não acreditavam mais.
Gostaria de exaltar as figuras do Presidente Zunino e do Luiz Alberto, investidor do clube, que são pessoas corretíssimas. Agradecer ao grupo de jogadores e a comissão técnica que sempre se dedicaram muito sob meu comando. O ambiente de trabalho no clube é maravilhoso. Muito obrigado também ao torcedor avaiano, que me dedicou um carinho especial e que em todos os momentos difíceis sempre me apoiou bastante.
Após inúmeras críticas da Fifa, as obras dos estádios da Copa de 2014 enfim dão sinal de avanço. Mesmo assim, em pelo menos cinco das 12 sedes do Mundial a situação permanece indefinida ou as reformas e construções não começaram.
A demora no início dos trabalhos começa a ameaçar a realização da Copa das Confederações, como mostra levantamento do Portal 2014 (copa2014.org.br) O evento-teste acontece daqui a 33 meses, enquanto, segundo o próprio Comitê Organizador da Copa (COL), um estádio leva ao menos 30 meses para ficar pronto. Desde que a Fifa utiliza a Copa das Confederações como evento-teste para o mundial, a organização brasileira para a edição de 2013 já é a mais atrasada.
A situação é inversa à Alemanha (2005) e Japão/Coreia (2001), que tinham ao menos duas arenas prontas a pouco mais de três anos da competição. O atraso brasileiro só se compara ao da África do Sul, cujas quatro arenas do torneio preparatório foram concluídas a poucos meses do pontapé inicial.
Três capitais do Nordeste estão com obras paradas. Recife e Fortaleza já terminaram as licitações, mas não conseguiram tirar suas arenas do papel. Natal, por sua vez, corre o risco de iniciar a construção do Estádio das Dunas apenas em 2011. No Sudeste, São Paulo ainda patina para definir sua arena. Após o veto ao Morumbi, surgiu como opção o novo estádio do Corinthians. No entanto, o comitê paulista não oficializou a escolha da arena, enquanto o clube permanece alheio ao Mundial, tocando o projeto para 48 mil pessoas.
A situação começa a melhorar em Curitiba. Após um ano de idas e vindas, o Atlético-PR deve assinou nesta segunda acordo com a prefeitura e o governo do Paraná. Levará R$ 90 milhões sob a forma de potencial construtivo, em esquema que ainda depende de aval dos vereadores e dos deputados estaduais.
Ao assinar o documento que indica de onde virá o dinheiro para viabilizar economicamente a Arena da Baixada para a Copa 2014, o governador Orlando Pessuti entrará para a história como o homem que governou para o Atlético. Sim, pois desde 2007 – ou seja, durante todo o seu segundo mandato de vice – ele gastou boa parte de seu tempo como servidor público para tratar de assuntos que envolvem seu clube do coração. Pior: trouxe a reboque o prefeito-tampão Luciano Ducci, que se rendeu a argumentos atleticanos sem permitir um debate mais amplo sobre a Copa na subsede Curitiba.
Com a caneta de Pessuti, o Atlético vai abocanhar R$ 90 milhões. Trata-se de dinheiro de largada, pois a partir do momento em que o governo sinaliza que colocará o Fundo de Desenvolvimento Econômico à disposição do clube sinaliza também que haverá, sim, mais recursos embutidos nas entrelinhas do contrato desta segunda-feira. Pela segunda vez na história recente do governo paranaense, o Atlético leva vantagem do poder público. A primeira foi no governo Lerner, com a história do canal extravasor no PAVOC.
O pretexto, desta vez, são os milhões do PAC da Mobilidade que Curitiba e o Paraná perderiam se não definissem logo o estádio da Copa. Assim, ignorou-se o debate e decidiu-se por uma liberação de recursos que vai comprometer quase 15 anos de potencial construtivo. Os efeitos dos equívocos da dupla Pessuti e Ducci serão sentidos até a Copa de 2026 nas contas públicas. Tudo isso, para Curitiba tornar-se uma subsede periférica da Copa 2014, para receber três jogos entre seleções do segundo ou terceiro escalões da Fifa. Não surpreenderá se atuarem na Arena, México x Qatar, Coreia do Sul x Bélgica ou Paraguai x Egito.
É por estas partidas que os paranaenses vão pagar a conta. Se a Fifa confirmar só três jogos na Arena, cada um custará mais de R$ 100 milhões ao contribuinte do Estado. É essa incongruência que os vereadores de Curitiba e os deputados estaduais devem levar em consideração quando forem votar o projeto que liberará dinheiro público para a obra privada do Atlético. Ainda dá tempo de barrar os equívocos de um governo que governa com a camisa rubro-negra por baixo do terno. Se não for para Curitiba ter um aparelho público para todos os paranaenses, melhor não ter a Copa.
O Grêmio Metropolitano assumiu a condição de time com a melhor campanha na Terceirona do estadual. Neste domingo, a equipe de Maringá causou inveja ao outro time da cidade, o Grêmio Maringá, ao golear o PSTC por 5 x 0.
O resultado levou o Grêmio Metropolitano a 11 pontos no grupo B. Nesta segunda-feira, os jogos da chave se complementam com Colorado x Júnior Team.
No grupo A, jogando no Willie Davids, o Grêmio Maringá venceu o Grecal por 2 x 1, mas segue em 3.º lugar na chave – o líder é o Andraus, com 8 pontos. A partida teve 453 pagantes.
5.ª rodada 18, 19 e 20/setembro Grupo A 15h - Cambé 2 x 1 Iguaçu Agex 15h30 - Grêmio Maringá 2 x 1 Grecal Grupo B 15h30 – Matsubara 2 x 3 Tigrão Umuarama 15h15 – PSTC 0 x 5 Grêmio Metropolitano 15h15 – Colorado x Júnior Team
4.ª rodada 11 e 12/setembro Grupo A 15h - Andraus 3 x 2 Cambé 15h30 - Iguaçu AGEX 1 x 0 Grêmio Maringá Grupo B 15h - PSTC 1 x 4 Colorado 16h - Júnior Team 5 x 1 Matsubara 20h - Grêmio Metropolitano 2 x 2 Tigrão Umuarama
3.ª rodada 7 e 8/setembro Grupo A Andraus 1 x 0 Iguaçu AGEX Cambé 0 x 3 Grecal Grupo B Tigrão Umuarama 1 x 1 Júnior Team SE Matsubara 1 x 1 PSTC Colorado 1 x 3 Grêmio Metropolitano
2.ª rodada 3 e 4/setembro Grupo A Grêmio Maringá 3 x 1 Cambé Grecal 2 x 2 Andraus Grupo B Júnior Team 1 x 1 PSTC Matsubara 1 x 1 Grêmio Metropolitano Tigrão Umuarama 0 x 0 Colorado
1.ª rodada 28 e 29/agosto Grupo A Andraus 1 x 1 Grêmio Maringá Iguaçu Agex 0 x 1 Grecal Grupo B PSTC 2 x 0 Tigrão Umuarama Colorado 2 x 1 Matsubara Grêmio Metropolitano 1 x 0 Júnior Team
O design da terceira camisa do Coritiba, que estreou sábado, não é novidade. Apesar de ter sido escolhido por torcedores do clube, e lembrar a bandeira do Estado do Paraná, ela coincide com modelos antigos da seleção paranaense de futebol.
Entre 1923 e 1962, ocorreu no Brasil o campeonato nacional de seleções. A seleção paranaense nunca fez campanhas brilhantes. Em 1987, houve uma tentativa de ressuscitar o torneio, mas não vingou. Nos anos 1930, o Paraná atuou com um modelo de camisa semelhante ao do terceiro uniforme do Coxa.
Com a vitória por 2 x 1 sobre o Atlético-GO, neste sábado, o Atlético encerra a rodada a 4 pontos do G4 – 34 contra 38 do Botafogo, o 4.º colocado. Assim, as duas próximas rodadas serão decisivas para o Rubro-negro. Se vencer os confrontos diretos contra Internacional e Botafogo, combinados com resultados que o favoreçam, poderá estar na zona da Libertadores antes do fim de setembro.
Vale lembrar que, como Internacional e Santos já estão classificados para a Libertadores 2011, por terem vencido a Libertadores deste ano e a Copa do Brasil, respectivamente, eles não são adversários diretos do Furacão na disputa pelo G4. A partir de agora, o adversário a ser batido é o Botafogo.
Veja o que precisa acontecer para o Atlético chegar ao G4:
Neste domingo • Torcer para que o Internacional não vença o Vasco, em Porto Alegre, e que o Santos não ganhe do Guarani, em Campinas. Quarta-feira • Vencer o Internacional na Arena, torcer para que o Corinthians segure o Santos e que o Vasco faça o mesmo com o Botafogo. Próximo final de semana • Vencer o Botafogo, no Engenhão, desde que as combinações anteriores se confirmem.
Veja o que precisa acontecer para o Atlético entrar na zona da Libertadores, caso Inter e Santos se mantenham à sua frente:
Quarta-feira • Vencer o Internacional, na Arena, e torcer para que o Vasco segure o Botafogo. Próximo final de semana • Vencer o Botafogo, no Engenhão, desde que as combinações anteriores se confirmem.
Os jogos Grêmio Maringá x Grecal, pelo grupo A, e PSTC x Grêmio Metropolitano e Colorado x Júnior Team, pelo B, podem gerar novos líderes na Terceirona.
Desde que, neste domingo, o Grecal vença, assumirá o 1.º lugar do grupo A, com 10 pontos. Já o Colorado, caso ganhe, desde que o PSTC segure o Grêmio Metropolitano, também vai liderar o grupo B com 10 pontos.
Neste sábado, a rodada foi aberta com dois jogos. O Cambé venceu a primeira: 2 x 1 no Iguaçu Agex. O Matsubara recebeu o Tigrão Umuarama e perdeu por 3 x 2. A rodada prossegue neste domingo e na segunda-feira.
5.ª rodada 18, 19 e 20/setembro Grupo A 15h - Cambé 2 x 1 Iguaçu Agex 15h30 - Grêmio Maringá x Grecal Grupo B 15h30 – Matsubara 2 x 3 Tigrão Umuarama 15h15 – PSTC x Grêmio Metropolitano 15h15 – Colorado x Júnior Team
4.ª rodada 11 e 12/setembro Grupo A 15h - Andraus 3 x 2 Cambé 15h30 - Iguaçu AGEX 1 x 0 Grêmio Maringá Grupo B 15h - PSTC 1 x 4 Colorado 16h - Júnior Team 5 x 1 Matsubara 20h - Grêmio Metropolitano 2 x 2 Tigrão Umuarama
3.ª rodada 7 e 8/setembro Grupo A Andraus 1 x 0 Iguaçu AGEX Cambé 0 x 3 Grecal Grupo B Tigrão Umuarama 1 x 1 Júnior Team SE Matsubara 1 x 1 PSTC Colorado 1 x 3 Grêmio Metropolitano
2.ª rodada 3 e 4/setembro Grupo A Grêmio Maringá 3 x 1 Cambé Grecal 2 x 2 Andraus Grupo B Júnior Team 1 x 1 PSTC Matsubara 1 x 1 Grêmio Metropolitano Tigrão Umuarama 0 x 0 Colorado
1.ª rodada 28 e 29/agosto Grupo A Andraus 1 x 1 Grêmio Maringá Iguaçu Agex 0 x 1 Grecal Grupo B PSTC 2 x 0 Tigrão Umuarama Colorado 2 x 1 Matsubara Grêmio Metropolitano 1 x 0 Júnior Team
A Ponte Preta segurou o Bahia durante 2/3 do jogo em Campinas, que estava 1 x 1. Até que aos 32min, Jancarlos, cobrando falta, fez 2 x 1 para os baianos. Resultado: o tricolor da Boa Terra assumiu a liderança da Série B e impediu que a festa no Couto Pereira, na tarde deste sábado, fosse completa. Se ocorresse o empate em Campinas, o Coritiba voltaria a liderar a Série B.
O Bahia está na frente por causa do saldo de gols: 12 contra 6 do Coxa. Ambos têm 40 pontos, seguidos do Figueirense, com 39, e o América-MG, com 37. O Coritiba chegou a essa pontuação após ganhar da Portuguesa por 2 x 0, no retorno ao estádio Couto Pereira. Os gols foram de Leonardo e Léo Gago – este, um golaço de falta. A casa alviverde recebe 28.134 pagantes (30.114, total), com renda de R$ 694.205,00 (a maior da Série B, até aqui).
O envolvimento do vereador Júlio César Sobota – o Julião da Caveira – no quebra-quebra que ocorreu no final da noite de sexta-feira, na Arena Baixada, pode resultar em perda do mandato por quebra de decoro. O parlamentar chegou a ser detido após a confusão gerada por uma rixa entre as facções Os Fanáticos e Ultras.
A expectativa de um confronto já era esperada desde o jogo Guarani 1 x 0 Atlético-PR, em Campinas, quando a Ultras foi impedida pela Os Fanáticos de pôr suas faixas no Brinco de Ouro. Na quarta-feira passada, na partida Atlético-PR 2 x 1 Atlético-MG já havia um clima de tensão no ar.
O estopim foi a festa que a Ultras fazia no bar Prajá, localizado na Arena, para comemorar os 18 anos da facção. Segundo testemunhas, Julião liderou uma turba de 40 brigões, que entraram em confronto com outros 40 da Ultras. O bar foi totalmente destruído e a pancadaria só cessou quando a Polícia Militar chegou e deteve parte dos baderneiros, entre eles Julião da Caveira – acusado de liderar a briga.
O Atlético não emitiu nenhuma nota oficial sobre o episódio ocorrido em seu estádio, mas sabe-se que testemunhas gravaram imagens e podem encaminhá-la à Fifa, já que a Arena da Baixada foi indicada para sediar jogos da Copa 2014. Uma medida que pode resultar da pancadaria de sexta-feira à noite deve ser a proibição de as facções frequentarem jogos do Rubro-negro.
Entre os que não têm condições de vestir a camisa do Paraná Clube, como disse na terça-feira passada o vice de futebol Aramis Tissot, estão jogadores da Amaral Sports. Aliás, a parceria entre Tricolor e o empresário Marcos Amaral já fenece desde o caso Gílson – hoje no Grêmio. Terminada a temporada, Paraná e Amaral passam a trilhar caminhos diferentes.
O Arapongas, vice-campeão da Divisão de Acesso, vem forte para a elite do estadual, em 2011. O clube já fechou patrocinador para o campeonato e espera ter orçamento de R$ 500 mil para disputar o Paranaense – isso sem contabilizar a cota de TV a que terá direito. O clube não disputa a Primeira Divisão faz 20 anos e, se depender de recursos financeiros, vem forte.
O que muda no comportamento do Atlético, à medida em que ele vai se aproximando do G4? À medida que vamos crescendo na competição, e subindo na classificação, a cobrança é muito maior. Mas é isso que queremos. Então, temos que nos acostumar.
Ter se afastado da ZR deixou a equipe mais confiante? Posso dizer que esses dez pontos que nos separam da incômoda zona do rebaixamento deixaram a equipe um pouco mais tranquila para trabalhar. Faz tempo que o clube não sabe o que é disputar posições na parte de cima da tabela. Sabemos que não dá para relaxar, senão voltamos lá para baixo. A equipe está crescendo e precisa continuar assim.
Muda a responsabilidade o fato de você substituir, contra o Atlético-GO, o Paulo Baier na condição de capitão da equipe? Fico feliz pelo treinador me escolher sempre que o Paulo não está. Mas garanto que é fruto de trabalho também. A responsabilidade é grande, mas assumo isso com orgulho e garanto fazer tudo o que estiver ao meu alcance para deixar o campo com uma boa atuação e um resultado positivo.
Doze anos antes, o Qatar já está planejado para sediar uma Copa do Mundo, caso vença a concorrência e seja eleito pela Fifa para 2022. Aqui no Brasil, há 3 anos e meio do mundial 2014, as obras, efetivamente, sequer começaram. Por enquanto, só papagaiada. A cada dia que passa, o Brasil comprova que está longe de estar preparado para eventos desta envergadura. A diferença entre o Brasil e o Qatar é que lá a Copa será no deserto; aqui, será o deserto da Copa.